quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Desculpas ....



Te olho nos Olhos e você reclama que te olho muito profundamente.
Desculpa.
Tudo que vivi foi profundamente.
Eu te ensinei quem sou, e você foi me tirando os espaços entre os abraços.
Guarda me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre, não importava o que os outros disessem...
Até onde posso ir pra te resgatar?
Reclama de mim como se eu fosse a possibilidade de me inventar de novo.
Desculpa se te olho profundamente, rente a pele, a ponto de ver seus ancestrais nos seus traços. A ponto de ver a estrada muito antes dos teus passos.
Eu não vou separar as minhas vitórias dos meus fracassos.
Eu não vou renunciar a mim,nenhuma parte, nenhum pedaço, do meu ser fibrante, errante, sujo,
livre, quente.
Eu quero estar viva e permanecer te olhando profundamente.

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